
(Inspirado no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.)
Entra no cais a D. Isaura, uma típica coscuvilheira de aldeia, com um lenço preto na cabeça, um terço nas mãos e um moderno aparelho auditivo no ouvido.
Diabo: Seja bem aparecida, D. Isaura! O que a traz por cá?
Isaura: Pois, chegou a minha hora, tenho a certeza de que vou deixar imensas saudades!
Diabo: Oh! Sim! Se eu tivesse uma velha arrogante e chata a coscuvilhar a minha vida, certamente que iria sentir muito a sua falta!
Isaura: Como se atreve a dizer isso? Respeitinho é muito bonito e recomenda-se no seu caso!
Diabo: Mas quer que lhe diga, todos os seus pecados?
Isaura: Eu, pecados?! Católica praticante, baptizada e casada pela Igreja?!
Diabo: Sim! A senhora, a maior coscuvilheira da aldeia, que tem filhos ilegítimos e que anda nos bailaricos sempre que pode!
Isaura: Olhe, não vim para aqui para ser acusada de coisas que não fiz. Adeus e até ao dia de S. Nunca á Tarde!
Ó rapaz, chega aqui!
Anjo: Que queres?
Isaura: Ir para o Paraíso!
Anjo: Achas-te digna de tal mérito? Já não te lembras dos teus pecados?
Isaura: Então, Senhor! Tenho pecados?
Anjo: Já não te lembras daquele mandamento: “Não levantar falsos testemunhos”?
Isaura: Claro que sei, eu ia á missa todos os dias.
Anjo: Mas isso não chega, para entrar na barca do Paraíso
Isaura: Ó Diabo! Isto já me está a correr mal!! Bem, vou voltar à Barca do Inferno. Ó tu, com a forquilha na mão!
Diabo: Isto não é uma forquilha, é um tridente para te torturar. Mas o dia de S. Nunca á Tarde já chegou?
Isaura: Estou muito confusa, ninguém me quer levar.
Diabo: Entra aqui na minha Barca!
Anjo: Espera, ela não tem pecados suficientes, a solução é levá-la para o Purgatório.
Isaura: Então, adeus, avisa-me quando a minha amiga Amélia chegar, ela deve ter histórias fantásticas para me contar!
Diabo: Mas que raio! Será que hoje não levo ninguém?!! Esta velha ia dar um bom torresmo, lá no Inferno! Mas, enfim!
Trabalho realizado por:
Entra no cais a D. Isaura, uma típica coscuvilheira de aldeia, com um lenço preto na cabeça, um terço nas mãos e um moderno aparelho auditivo no ouvido.
Diabo: Seja bem aparecida, D. Isaura! O que a traz por cá?
Isaura: Pois, chegou a minha hora, tenho a certeza de que vou deixar imensas saudades!
Diabo: Oh! Sim! Se eu tivesse uma velha arrogante e chata a coscuvilhar a minha vida, certamente que iria sentir muito a sua falta!
Isaura: Como se atreve a dizer isso? Respeitinho é muito bonito e recomenda-se no seu caso!
Diabo: Mas quer que lhe diga, todos os seus pecados?
Isaura: Eu, pecados?! Católica praticante, baptizada e casada pela Igreja?!
Diabo: Sim! A senhora, a maior coscuvilheira da aldeia, que tem filhos ilegítimos e que anda nos bailaricos sempre que pode!
Isaura: Olhe, não vim para aqui para ser acusada de coisas que não fiz. Adeus e até ao dia de S. Nunca á Tarde!
Ó rapaz, chega aqui!
Anjo: Que queres?
Isaura: Ir para o Paraíso!
Anjo: Achas-te digna de tal mérito? Já não te lembras dos teus pecados?
Isaura: Então, Senhor! Tenho pecados?
Anjo: Já não te lembras daquele mandamento: “Não levantar falsos testemunhos”?
Isaura: Claro que sei, eu ia á missa todos os dias.
Anjo: Mas isso não chega, para entrar na barca do Paraíso
Isaura: Ó Diabo! Isto já me está a correr mal!! Bem, vou voltar à Barca do Inferno. Ó tu, com a forquilha na mão!
Diabo: Isto não é uma forquilha, é um tridente para te torturar. Mas o dia de S. Nunca á Tarde já chegou?
Isaura: Estou muito confusa, ninguém me quer levar.
Diabo: Entra aqui na minha Barca!
Anjo: Espera, ela não tem pecados suficientes, a solução é levá-la para o Purgatório.
Isaura: Então, adeus, avisa-me quando a minha amiga Amélia chegar, ela deve ter histórias fantásticas para me contar!
Diabo: Mas que raio! Será que hoje não levo ninguém?!! Esta velha ia dar um bom torresmo, lá no Inferno! Mas, enfim!
Trabalho realizado por:
Alexandra Carvalheira ( nº.1),
Daniela Bastos (nº.7) e
Joana Ribeiro (nº. 14) - todas do 9ºB




























